Um app de monitoramento de sementes de alho para quem está com a cabeça na lavoura. Se algo está fora do normal, o app avisa. Se tudo está bem, o silêncio já é a resposta.
A interface precisava evoluir sem deixar para trás quem já sabia usá-la
A Teigro é um aplicativo de monitoramento de sementes de alho usado no dia a dia de produtores e trabalhadores rurais da região de São Gotardo, em Minas Gerais. Quando comecei o projeto, a empresa queria modernizar a interface. Novos players estavam surgindo no mercado e, para a liderança, o produto começava a parecer visualmente defasado em comparação aos concorrentes.
Mas havia outra perspectiva que precisava entrar nessa decisão. Grande parte de quem usava o aplicativo tinha pouca familiaridade com tecnologia e já havia aprendido a trabalhar com aquela interface. Mudar demais a estrutura poderia atender ao desejo de modernização da empresa, mas criar uma nova barreira para quem precisava consultar o produto no dia a dia.
O desafio passou a ser equilibrar essas duas necessidades: atualizar a percepção do produto sem exigir que os usuários reaprendessem a usá-lo.
Antes de redesenhar, precisava entender o que não deveria mudar
Conversei com a liderança da Teigro e com pessoas que usavam o aplicativo no dia a dia. Com eles, busquei entender o que estava por trás do pedido de “modernização” e quais mudanças eram importantes para a percepção do produto no mercado.
Com os usuários, o foco era outro: entender como navegavam pelo aplicativo, quais informações procuravam com mais frequência e quais partes da experiência já estavam incorporadas à rotina.
A pesquisa ajudou a separar o que precisava evoluir do que precisava continuar familiar.
Modernizar a camada visual sem reconstruir a lógica do produto
Em vez de redesenhar os fluxos do zero, concentrei as mudanças na forma como o aplicativo organizava, priorizava e comunicava as informações.
A estrutura que os usuários já conheciam foi preservada sempre que possível. A maior transformação aconteceu na hierarquia visual e na forma como o sistema comunicava o que precisava de atenção.
A nova interface mudou sem exigir que as pessoas reaprendessem o produto
Depois do lançamento, o feedback da Teigro foi que a equipe conseguiu se adaptar rapidamente à nova versão e não encontrou dificuldades relevantes na mudança.
Para o projeto, esse retorno respondia a uma das principais preocupações do redesign: era possível atualizar a experiência sem romper com a familiaridade construída pelos usuários com o produto anterior.